Por Thayane Guimarães.
Dia 7 de abril comemora-se o dia do
jornalista. Não por mera coincidência, hoje me sento e escrevo sobre a
profissão que escolhi cedo, e que me conquista cada dia por sua natureza
desafiadora, complexa, dinâmica e prazerosa.
Jornalista trabalha com trato da
informação. Acesso a ela, muitas vezes, temos. Os sites de transparência com os
valores das contas do governo, as estatísticas, as declarações de autoridades,
as previsões e descobertas científicas estão à disposição de muitos,
principalmente na atualidade, com a rede digital de informação. Porém, tornar
essa informação compreensível e acessível a todos de forma sistemática e de
acordo com os princípios éticos que regem a profissão, na melhor das hipóteses,
apenas o jornalista dedicado pode fazê-lo com propriedade. Não se trata somente
de uma simples e pura reprodução de fatos que ocorrem na nossa comunidade. Nem
tão pouco da manipulação desmedida e mal intencionada da informação para o
benefício de terceiros, só porque o jornalista ocupa uma posição de privilégio
com sua proximidade das fontes de informação.
Jornalismo diz respeito à
interpretação e mediação dos fatos do mundo através dos olhos do jornalista.
Olhos treinados a fazer com que a realidade seja transcrita e traduzida para
todos, da forma mais fiel e direta possível, utopicamente falando. Sem nós, não
haveria o intermédio entre as fontes e o público, de forma que toda informação,
crua e não adaptada para o mais leigo, fosse a única disponível na esfera
social.
O mundo hoje é informação. Estamos
rodeados de códigos, realidades, conceitos, princípios, culturas e valores que
nos são estranhos, e que demandam uma interferência de profissionais que
possuem bases e fontes que podem melhor explicar e facilitar o entendimento de
grande parte desses conhecimentos.
Por isso, além de necessário, o
jornalismo se faz área que desafia qualquer profissional. Estar ligado nas
atualizações do mundo, estar sempre pronto para aprender algo novo, estar
preparado para tratar dos mais variados temas em um curto período de tempo,
produzir o material que demanda a sociedade, em grande fluxo e rapidez,
considerando a quantidade de fatos e realidades que precisam de elucidação são
algumas das características que um jornalista “praticante” tem que ter.
Hoje, dia 7, comemora-se o dia do
profissional que trabalha e produz, em poucas horas, material para turnos
inteiros por um salário que não cobre metade dos seus estresse. Comemora-se o
dia do profissional que se vira em vários para cobrir pautas em cantos opostos
da cidade, sobre temas diferentes, com fontes diversas, sem perder a linha de
raciocínio de cada uma das matérias. Comemora-se o dia da utopia de
imparcialidade e da objetividade.
Porém, acima de tudo, hoje é dia da
valorização deste profissional tão necessário a sociedade. Não há recompensa
maior do que um trabalho bem feito e uma informação bem produzida e repassada
com qualidade para a comunidade. Não há recompensa maior do que encarar as
mudanças providas pelo trato jornalístico da informação, como também é
prazeroso perceber o compromisso social de jornalistas com a evolução e
melhoramento da sociedade em que estão inseridos, apesar das correntes
contrárias de ódio que são disseminadas mídia a fora.
Termino esse texto e já quase passa o dia
nacional do jornalista. Ficam, porém, as comemorações pelas coisas boas da
profissão e lutas por tudo aquilo que ainda precisamos conquistar. Não por coincidência, os apelos desse texto
não terminam aqui. O meu 7 de abril se estende por todos os dias do ano.
Créditos da imagem: http://debatepublico.com.br/sites/default/files/DIA%20DO%20JORNALISTA''.jpg

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